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Vanderlei de Lima – Policial Padrão https://policial.dmxdesign.com.br O minuto seguinte Thu, 23 Dec 2021 05:33:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://policial.dmxdesign.com.br/wp-content/uploads/2022/12/elementor/thumbs/favicon-policial-padrao-pzvo9ojij1aynmjma6hwq5zhwo02zu5ybto48tbjka.png Vanderlei de Lima – Policial Padrão https://policial.dmxdesign.com.br 32 32 A Igreja é divina e humana https://policial.dmxdesign.com.br/vanderlei-de-lima/23/12/2021/a-igreja-e-divina-e-humana/ Thu, 23 Dec 2021 05:33:32 +0000 https://policialpadrao.net/uncategorized/23/12/2021/a-igreja-e-divina-e-humana/ Há homens e mulheres, irmãos na fé católica, que ficam perplexos quando um (a) filho(a) da Igreja (leigo(a), religioso(a), sacerdote ou bispo) comete algum erro. É, pois, a esses cristãos atônitos que dedicamos, com apreço, o presente artigo a fim de deixar claro o seguinte: a Igreja, como Corpo místico de Cristo prolongado na história (cf. Cl 1,24; 1Cor 12,12-21), é divina, mas, formada por filhos pecadores, é também humana, segundo a parábola do joio e do trigo (cf. Mt 13,24-30) ao relatar que, no campo do Senhor, junto ao trigo (os bons) cresce o joio (os maus).

Aqui, se coloca um impasse: por que Deus permite que os pecadores permaneçam na sua Igreja? – Responde São Tomás de Aquino († 1274) que é pelas seguintes razões:

a) o pecado de uns, longe de desanimar, deve incentivar os fiéis a serem mais santos em resposta supridora à iniquidade;

b) o Senhor quer dar a cada um desses pecadores a oportunidade de se converterem, especialmente por meio do Sacramento da Confissão;

c) mesmo com o mau exemplo dos errantes, a Igreja não deixa de exercer a missão que Nosso Senhor lhe confiou: o ouro da graça divina pode passar por mão sujas, mas não perde o seu pleno valor (cf. Catena Aurea. Vol. 1. Campinas: Ecclesiae, 2018, p. 451-479).

Sim, desde o início do Cristianismo, de um modo particular a partir de Santo Agostinho († 430), a Igreja, lembrando as parábolas do joio e do trigo, já citada, e da rede que recolhe bons e maus peixes (cf. Mt 13,47-50), demonstra que sempre houve problemas nas comunidades: incesto (cf. 1Cor 5,1); injúrias ao apóstolo Paulo (cf. 2Cor 2,5-11), renegação da doutrina (cf. Hb 6,4-8; 10,26-31), falhas morais diversas (cf. Gl 1,6; 3,1; 5,4), esfriamento da fé (cf. Ap 2-3) etc.

Não obstante às falhas de seus filhos, em Mt 28,20, o Senhor Jesus promete estar com a Igreja até o fim dos tempos. Daí Dom Estêvão Bettencourt, OSB, comentar: “Jesus promete à sua Igreja uma assistência vigilante… Igreja caracterizada pela sucessão apostólica; Jesus não promete estar com os mais santos ou os mais cultos, mas, sim, com os Apóstolos e seus legítimos sucessores [os Bispos — nota nossa] até o fim dos tempos.

Muitas pessoas procuram o Cristo na comunidade mais simpática ou mais emocionante (critérios subjetivos). O que importa é não perder a comunhão com essa linhagem [dos Apóstolos em seus sucessores — nota nossa], mesmo que nela se encontre figuras humanas pouco dignas (o joio não impede o trigo de frutificar)” (A Igreja divina e humana. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 2004, p. 6. Opúsculo 35 — base deste artigo).

Vê-se que só se afasta do colo da Mãe Igreja aquele(a) que desconhece em profundidade a fé que diz professar ou que se deixa levar por sentimentalismos capazes de colocar o bispo X ou o padre Y no lugar de Deus. Algo que, se feito conscientemente, é pecado. E pecado grave.

Em sentido contrário, quem entende que a Igreja é divina e humana concorda, neste ponto, com o filósofo Jacques Maritain ao escrever que “os católicos não são o Catolicismo. As faltas, as lerdezas, as carências e as sonolências do católico não comprometem o Catolicismo… A melhor apologética [defesa — nota nossa] não consiste em justificar os católicos quando erram, mas, ao contrário, em assinalar esses erros e dizer que não afetam a substância do Catolicismo e só contribuem para melhor trazer à tona a força de uma religião sempre viva apesar deles… Não nos considereis a nós pecadores. Vede, antes, como a Igreja sana as nossas chagas e nos leva trôpegos para a vida eterna… A grande glória da Igreja é ser santa com membros pecadores” (Religion et culture. Paris, 1930, p. 60).

Possam estas reflexões levar-nos a confiar na mensagem transmitida pela Mãe Igreja por meio de seus ministros (às vezes pouco dignos) e rezar sempre pela nossa conversão e pela dos nossos irmãos. Afinal, somos chamados a ser santos como o Pai celeste é santo (cf. Lv 19,2; Mt 5,48; 1Pd 1,16).

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Para ser feliz nesta e na outra vida https://policial.dmxdesign.com.br/colunista/04/11/2021/para-ser-feliz-nesta-e-na-outra-vida/ Thu, 04 Nov 2021 03:05:46 +0000 https://policialpadrao.net/uncategorized/04/11/2021/para-ser-feliz-nesta-e-na-outra-vida/ Prezado(a) leitor(a), ser feliz de verdade é bastante difícil neste mundo cheio de contradições, mas você, é certo, anseia por isso. Ora, a razão deste artigo é apontar o caminho da verdadeira felicidade para si e para os seus.

Pois bem, a Filosofia, guiada apenas pelas luzes da razão, chega, pelo raciocínio lógico, a afirmar que o ser humano foi feito para a sua plena realização; jamais para a frustração. Contudo, este mundo é cheio de frustrações (doenças, injustiças, maldades etc.).

Tem de existir, portanto, o Além para saciar esse desejo inato de vida sem fim, presente em todo homem ou mulher, independente da época, local ou cultura em que esteja inserido. Entretanto, como dizer isso se todos nos defrontaremos com a morte?

Aqui, a resposta da nossa fé católica é mais completa do que a da importante, mas limitada razão humana (campo da Filosofia). Pois bem, A , partindo da Revelação de Deus a nós, garante que “a morte não constitui o momento final da existência humana, mas apenas um ponto de passagem; a vida humana prolonga-se para além da morte e é só na fase sucessiva à atual que a nossa vida atinge a plena e definitiva realização” (Battista Mondin. Antropologia Teológica. 3ª ed. São Paulo: Paulinas, 1986, p. 372).

Mais: “com a sua morte, Jesus Cristo derrotou a nossa morte e com a sua ressurreição antecipou a nossa ressurreição. […] Depois da morte e da ressurreição de Cristo, temos uma garantia de que a morte física não marcará o fim de nossa vida e que uma existência melhor nos espera, onde também o nosso corpo sofrerá uma transformação profunda, uma real transfiguração. Só se obterá uma libertação plena e perfeita pela ressurreição gloriosa, porque ainda nos achamos atualmente ‘suspirando pela redenção do nosso corpo’ (Rm 8,232)” (idem, p. 374).

Ora, isso é muito importante, mas pouco ensinado. Infelizmente! Daí a razão de ser do nosso livro “Para ser feliz nesta e na outra vida. Brevíssimo tratado de Escatologia” (Cultor de Livros, 2021, 124 páginas). Contém ele a síntese segura do que a Igreja ensina e de como Ela ensina.

Distingue o que é de fé do que, embora importante, não ultrapassa a opinião de teólogos. Tudo isso bem fundamentado na Bíblia e na Tradição interpretadas pelo Magistério da Igreja e calçado na opinião de renomados teólogos, além de elucidativas notas de rodapé.

A divisão livro é a tradicional da Igreja ao tratar da Escatologia (parte da Teologia que estuda as últimas – novissima, no latim, e scatá, no grego – coisas da vida). Começa abordando a vida neste mundo e o sofrimento humano (I).

Passa aos acontecimentos que dizem respeito a cada pessoa em particular: a morte, o juízo após a morte, o céu, o purgatório, o inferno, o debatido limbo das crianças e a vida consciente da alma separada do corpo no além (II).

Chega aos eventos que se referem ao fim da história do universo ou ao fim dos tempos. Por conseguinte, afeta a todos os seres humanos. Aí, se estuda a ressurreição da carne, o juízo universal na segunda vinda gloriosa de Cristo e o fim do mundo (III).

Isso posto, faz-se oportuno tratar também de alguns temas complementares; com esse nome entendemos os assuntos ligados à Escatologia por uma concatenação lógica de ideias, mas que não fazem parte do tratado em si.

Aqui, abordamos a reencarnação, a evocação dos mortos e a invocação dos santos, a expressão de fé “Fora da Igreja não há salvação”, Deus, a religião e a Igreja Católica, a essência da Igreja que é, ao mesmo tempo, divina e humana, as indulgências e a existência ou não de vida em outros planetas, à luz da ciência e da fé (IV).

Em Apêndice, a famosa aposta de Blaise Pascal, filósofo francês do século XVII, com o título: “É melhor crer ou não crer?”.

Em suma, conhecer a morte – cujo medo demasiado é patológico assim como também o é (salvo casos muito especiais) não sentir temor algum dela – e o seu depois, faz com que sejamos mais confiantes e tranquilos. Isso é o que muito bem nos lembra Dom Fernando A. Rifan, Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, no belo prefácio à obra.

Queira, pois lê-la e divulgá-la. Ajudará a muitas almas aflitas. Muito grato!

https://www.cultordelivros.com.br/produto/para-ser-feliz-nesta-e-na-outra-vida-brevissimo-tratado-de-escatologia-78637

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PMs no ato de 7 de setembro, Dr. Ives Gandra e eu https://policial.dmxdesign.com.br/vanderlei-de-lima/08/09/2021/pms-no-ato-de-7-de-setembro-dr-ives-gandra-e-eu/ Wed, 08 Sep 2021 17:16:32 +0000 https://policialpadrao.net/uncategorized/08/09/2021/pms-no-ato-de-7-de-setembro-dr-ives-gandra-e-eu/ Enviei ao amigo Dr. Ives Gandra Martins, renomado constitucionalista, o pedido de um parecer seu sobre a licitude, à luz da Constituição Federal de 1988, de um policial militar de folga participar do ato público de 7 de setembro.

Antes do mais, aproveito para agradecer, de público, ao Dr. Ives o belo Prefácio ao livro “Papa Bento XVI: aspectos polêmicos do seu pontificado” (ainda inédito) e o breve, mas substancioso parecer que deu à obra “Obedecer antes a Deus que aos homens: a objeção de consciência como direito humano fundamental” (Cultor de Livros, 2021), ambas escritas por este irmão que assina o presente artigo.

Voltando ao tema da participação do PM de folga no ato do dia 7 de setembro, dei, de início, o meu modesto entendimento ao Dr. Ives: “A meu ver, ele [o PM] pode ir, desde que o ato seja pacífico e ordeiro, ainda que a favor de Bolsonaro, como poderia ir a favor de Lula ou de outros eventuais políticos. A medida proibitiva, seja do governador, seja do alto Comando da PM, parece afrontosa a vários incisos do artigo 5º da CF de 88” (Mensagem eletrônica de 30/08/2021).

No mesmo dia, o consagrado jurista respondeu com sua nobre e clara linguagem jurídica culta: […] “Infelizmente, estou sem condições, por falta de tempo, de elaborar um parecer. Considero, entretanto, que a Constituição não proíbe a presença de qualquer eleitor em manifestações pacíficas. Ora, como o militar pode votar e, nas condições do artigo 14 da CF/88, até ser elegível, entendo que, à paisana, fora do horário do trabalho, não ostentando sua condição de militar, mas de mero cidadão, pode, pacificamente, assistir manifestações populares” (Mensagem eletrônica de 30/08/2021).

Eis porque a proibição de o policial militar de folga participar, de modo pacífico, com sua família e amigos, da manifestação de 7 de setembro nos soa despropositada.

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A importância de Vilas Militares aos PMs https://policial.dmxdesign.com.br/vanderlei-de-lima/31/08/2021/a-importancia-de-vilas-militares-aos-pms/ Tue, 31 Aug 2021 14:51:02 +0000 https://policialpadrao.net/uncategorized/31/08/2021/a-importancia-de-vilas-militares-aos-pms/ Toda pessoa de bom-senso que reflete sobre o trabalho da Polícia Militar (PM) não pode deixar de pensar que parece importante a criação de Vilas Militares no Estado.

Tais Vilas, como as que já existem para as Forças Armadas, trariam, certamente, muitos benefícios a cada policial, a seus familiares e à sociedade em geral. Sim, ao policial porque ficaria mais confiante quanto à segurança de sua família e, deste modo, trabalharia, psicologicamente, melhor. Ora, tal ganho, como se vê, não é apenas do Pm em serviço, mas de toda a sociedade.

Mais: a família colocada em um ambiente de proteção e calmaria, fica menos apreensiva e desestressada. Em consequência, o convívio dentro do lar é melhor para o policial que volta da “batalha diária” a um ambiente harmônico, calmo e acolhedor. A autoestima tende, assim, a melhorar muito. No próximo turno de trabalho, a Corporação e o povo em geral terá um agente, realmente, descansado, atento e motivado para mais bem atuar ante os desafios impostos.

A referida Vila contará, ainda, com área de lazer com quadra, campo de futebol ou outras modalidades de esportes, inclusive academia de musculação e artes marciais, aptas a complementar a formação recebida na Polícia e manter o PM bem preparado sob vários aspectos. Para as crianças, a Vila terá Colégio Militar aberto também a quem, de fora, nele queira estudar. Pergunta-se: por que um Colégio Militar?

Porque, no complicado sistema público de ensino brasileiro, os colégios militares têm – junto às escolas técnicas – se sobressaído na qualidade da educação, de modo que seus alunos obtém, via de regra, as elevadas notas do ENEM. Sem falar na boa disciplina: aí impera a ordem, porém não o autoritarismo.

É certo que a Vila contemplará todos os PMs – especializado, de área, ambiental e bombeiro – cuja residência e demais benefícios estarão disponíveis enquanto o policial servir naquela unidade. Cremos, no entanto, que tal moradia há de ser opcional e que exista ainda o princípio de subsidiariedade, ou seja, cada um mantenha, dentro do padrão geral da Vila, a sua casa como é do seu agrado. Afasta-se, desse modo, o modelo comunista no qual o Estado sufoca a livre iniciativa da pessoa.

Alguém poderia – com isenção de ânimo – calcular, amigo(a) leitor(a), o valor de um militar que arrisca a própria vida para salvar a sua ou a de um ente querido seu em um acidente ou incidente de qualquer magnitude? Que, enquanto todos podem (e devem) se trancar dentro de casa diante de tiros disparados na rua, ele se põe a caminho do endereço do qual vêm os tiros a fim de evitar um mal maior à população?

É certo que, avaliado apenas no aspecto frio e financeiro, alguém poderia dizer: “Ele ganha para isso. Escolheu a profissão porque quis ou gosta. Fosse fazer outra coisa menos arriscada”. Tudo isso é verdadeiro. Contudo, pensando em nível mais amplo, a pergunta pode ser repetida: quanto, realmente, vale alguém assim? Não merece ele todo apoio possível da sociedade que defende?

Ainda: rebatamos um erro lógico: há quem diga que a Polícia é uma instituição corrupta, dado que o policial X ou Y agiram de má-fé, de forma reiterada. Ora, há aí o que conhecemos por “generalização apressada”, ou, em linguagem popular, “pela parte (alguns maus PMs) se julga o todo (a instituição Polícia Militar)”. É uma grosseria mental que não resiste ao crivo da Lógica.

Quem desejar combater a Polícia, terá, portanto, de encontrar outro argumento. Em contrário, todavia, aquele(a) que aspira ajudá-la poderá, certamente, em seus meios, defender o bom trabalho da PM e debater sobre a importância de Vilas Militares em nosso Estado.

Vanderlei de Lima é eremita, filósofo pela PUC-Campinas e escritor; Luiz Roberto Moraes é Tenente Coronel PMESP Reserva.

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Gorro aos PMs – Carta Aberta a João Dória https://policial.dmxdesign.com.br/vanderlei-de-lima/02/08/2021/gorro-aos-pms-carta-aberta-a-joao-doria/ Mon, 02 Aug 2021 16:50:02 +0000 https://policialpadrao.net/uncategorized/02/08/2021/gorro-aos-pms-carta-aberta-a-joao-doria/ Excelentíssimo Senhor João Dória, Governador de São Paulo.

Esta Carta Aberta tem por objetivo lembrá-lo do pedido que, já há algum tempo, faço: que V. Excelência permita no Regulamento de Uniformes (RU) da Polícia Militar do Estado de São Paulo, na cor própria do uniforme, um gorro simples de lã a proteger a cabeça e os ouvidos do PM, ficando a face descoberta.

Tal pedido visa, se concretizado, graças ao seu bom-senso e até mesmo à sua compaixão (= sofrer com), oferecer, de modo humanitário, uma maior sensação de conforto ao policial em serviço, pois tem de patrulhar com os vidros da viatura abertos para, no jargão interno, “sentir as ruas”, o que pode prejudicar os ouvidos com o vento frio a formar corrente. Observação semelhante vale ao policial fora da viatura exposto ao frio intenso.

Ora, tem-se como verdade que “o frio favorece a contração dos músculos e tecidos que envolvem o canal do ouvido e deixa a pele mais sensível. Essa contração é o que provoca a dor. Não se trata de otite (infecção de ouvido), apenas dor no canal auditivo. A dica é se agasalhar, usar gorro” (cf. Dráuzio Varella. In: https://drauziovarella.uol.com.br/otorrinolaringologia/5-mitos-e-verdades-sobre-dor-de-ouvido/, acesso em: 05/06/2020). No conforto, trabalha-se melhor.

Óbvio é que a referida proteção seria optativa, ou seja, ficaria a critério do policial, para uso noturno e diurno, no período de inverno e nos demais dias frios a, eventualmente, ocorrerem também em outras épocas do ano e nos quais cada um se protege como pode.

É de se indagar qual a grande razão para que, nos dias de frio rigoroso, todos possamos – e até devamos – nos agasalhar com gorro, mas os policiais militares em serviço não possam? É sumamente importante rever isso como já ocorre em alguns Estados. Importa valorizar o nobilíssimo trabalho desses homens e mulheres de farda cinza. Afinal, eles dão a própria vida, se preciso for, para salvar a de tantos cidadãos que sequer conhecem.

Este apelo vem de um religioso católico sem, é óbvio, nenhuma pretensão político-partidária. Traz apenas a preocupação de quem mantem amplo contato com a opinião pública e a ouve.

Ademais, os PMs – embora votem – não podem fazer greve nem reclamar de quase nada. Todavia, nós, que ainda vivemos num país tido por democrático, podemos – na internet, em alguns jornais ou nas igrejas, ruas, praças etc. – dizer uma palavra a favor deles. Palavra que, com a graça de Deus, chega a milhares e milhares de famílias.

Polícia Militar de outros estados já fazem o uso, como na foto acima, da PM Gaucha. Foto: Alina Souza / CP

Daí o nosso respeitoso pedido público ser bastante simples: Sr. Governador, permita, de modo optativo, que os policiais desejosos de usar gorro, na cor do uniforme, possam fazê-lo sem sofrer quaisquer sanções. É um ato de humanidade.

Tal pedido cabe aos fiéis católicos fazerem, uma vez que a Igreja “vivendo na história, deve estar atenta aos sinais dos tempos e interpretá-los à luz do Evangelho. Comungando nas melhores aspirações dos homens e sofrendo de os ver insatisfeitos, deseja ajudá-los a alcançar o pleno desenvolvimento e, por isso, propõe-lhes o que possui como próprio: uma visão global do homem e da humanidade” (Paulo VI. Populorum Progressio, n. 13); mas não só aos católicos. Também o cabe aos irmãos das demais Igrejas, Comunidades cristãs ou não cristãs que sabem ser impossível amar a Deus sem amar o próximo (cf. 1Jo 4,20-21). Mesmo quem não é religioso poderá sentir-se apoiador desta causa simples, mas nobre, pois compartilha conosco da dignidade da natureza humana que nos é comum.

Certo de sua humanidade, atenção e empatia, assino, esperançoso de ver, em breve, aqui publicada sua resposta. Deus o ilumine sempre na sua vida e missão!

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Você acredita no feminismo esquerdista? https://policial.dmxdesign.com.br/colunista/15/07/2021/voce-acredita-no-feminismo-esquerdista/ Thu, 15 Jul 2021 19:45:08 +0000 https://policialpadrao.net/uncategorized/15/07/2021/voce-acredita-no-feminismo-esquerdista/ Ao tomarmos um simples Dicionário de nossa língua materna, lemos: feminismo é “uma doutrina que tem por objetivo o melhoramento do papel da mulher na sociedade” (Dicionário Completo da Língua Portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2000). A definição é correta, mas deficiente, conforme veremos neste artigo.

É correta pois, realmente, os legítimos valores femininos hão de ser defendidos, de modo convicto e ardoroso. Basta ler A dignidade da mulher (1988) e Carta às mulheres (1995), de São João Paulo II, disponíveis no site do Vaticano, bem como o livro Por um novo feminismo, da Dra. Sueli Caramello Uliano, Editora Quadrante.

Bem outra, porém, é a ideologia subversiva feminista – contrária a Deus e à sua Lei natural moral – do século XX. Esta, em síntese, teve como grande propagadora Simone de Beauvoir (1909-1986) por meio de seu livro O segundo sexo.

Para compor essa obra, “Beauvoir baseou-se no princípio da luta de classes, arma que Marx inventou contra a ‘opressão’ dos ricos sobre os pobres, e estendeu o conceito à ‘opressão’ do homem sobre a mulher”, assegura Paulo Henrique Américo de Araújo na revista Catolicismo n. 813, setembro de 2018, p. 19. Aqui já se vê a origem marxista e esquerdista – portanto parcial e mentirosa – desse tipo pernicioso de feminismo.

Sim, a moral marxista é parcial e relativista, pois sua base é apenas o que interessa ao Partido, de modo que nela “os fins justificam os meios”. Expliquemos: na moral católica, os fins (pagar dívidas) não justificam os meios (roubar), mas no marxismo e nos partidos ou nas ideologias que o seguem, sim; daí, ser plenamente aceitável roubar, matar e, em especial, mentir para tomar o poder, nele permanecer ou a ele retornar.

“O mundo marxista é o reino das meias-verdades que se transformam em dogmas. Dogmas que os cidadãos hão de crer hoje e que amanhã serão renegados” (Dom Estêvão Bettencourt, OSB. Curso de Doutrina Social da Igreja. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 1992, p. 172).

O que afirmamos já explica a incoerência evidente de certas correntes feministas que – mesmo caindo no descrédito da opinião pública – só enaltecem mulheres que interessam à sua causa revolucionária, mas menosprezam verdadeiras heroínas de ontem e de hoje. Fiquemos com três exemplos recentes.

O primeiro é o de Katia Sastre, policial militar. À paisana, por estar de folga, reagiu a um assalto e eliminou um homem que, em 12 de maio de 2018, de arma em punho, aterrorizava mulheres e crianças, após festa escolar, visando roubá-las, feri-las ou até mesmo assassiná-las. Não mereceu o mínimo apoio feminista.

Ela é policial militar que, na distorcida visão esquerdista, talvez represente a “opressão” elitista, e não a ordem. Também agiu – ainda que indiretamente – segundo um princípio da Lei natural moral adotado, é óbvio, pela Igreja Católica a permitir (e até a exigir a quem de direito) defender a própria vida e a de outros, inclusive eliminando, se preciso for, o homicida em potencial, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica n. 2263-2266. O povo, voltando as costas ao feminismo radical, elegeu Katia Sastre deputada estadual com 264.013 votos.

O segundo é o de Asia Bibi, uma mulher, esposa, mãe de cinco filhos e cristã paquistanesa, condenada à morte por “blasfêmia”, segundo a lei islâmica. Estava desde 2009 na macabra expectativa da morte. Foi, agora, libertada, mas até o momento em que escrevemos, corre risco de vida.

Nenhuma palavra de movimentos feministas. Não é para menos. Asia Bibi é ícone vivo do testemunho cristão frente ao relativismo comunista, à fidelidade matrimonial, à maternidade, qualidades tão combatidas pelo feminismo marxista e esquerdista. Ela, pelo simples fato de existir, é uma opositora da revolução contra a vida indefesa, a família, a religião etc.

O terceiro é Janaina Paschoal. Foi a deputada estadual mais votada da história com 2,06 milhões de votos. Não mereceu fortes elogios feministas. Afinal, ela não é só renomada profissional do Direito, mas também mulher direita e direitista que, por sinal, muito estorva parte da esquerda perdida na própria arapuca ilógica e impopular que criou.

Depois de todas essas parcialidades ideológicas esquerdistas evidentes, você, leitor(a), ainda acredita nesse feminismo revolucionário? – Nós não!

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A medalha milagrosa https://policial.dmxdesign.com.br/vanderlei-de-lima/19/06/2021/a-medalha-milagrosa/ Sat, 19 Jun 2021 21:15:20 +0000 https://policialpadrao.net/uncategorized/19/06/2021/a-medalha-milagrosa/ A medalha de Nossa Senhora das Graças ou “medalha milagrosa”, como é popularmente conhecida, surgiu numa época em que a França estava passando por grave crise política depois da Revolução Francesa (1789).

Nesse tempo, nasceu Catarina Labouré (1806), que, aos 23 anos, tornou-se freira da Congregação das Filhas da Caridade. No convento da Rue du Bac, teve várias visões de Nossa Senhora. A Virgem Maria, aos 27/11/1830, revelou-lhe a medalha, chamada depois de milagrosa, pedindo que Catarina mandasse fazer e distribuísse ao povo medalhas iguais àquela que acabara de ver.

Medalha Milagrosa

Contudo, o bispo De Quelen não queria, de pronto, acreditar na visão da freira; bem poderia ela estar sofrendo alucinações. Era preciso um sinal de Deus (milagre) confirmando o que Catarina dizia. E o sinal veio! Sim, quando foram encomendadas, na fábrica, as primeiras medalhas uma terrível epidemia de cólera atingia Paris dizimando a população. Por exemplo, no dia 01/04/1831, morreram 79 pessoas, no dia 02, 168… e no dia 09, 861. Entretanto, assim que se distribuíram as primeiras medalhas a peste cessou imediatamente. Eis o milagre necessário para confirmar a medalha como algo desejado por Deus.

Depois disso, outros milagres confirmaram o valor da medalha: tendo Catarina Labouré falecido, com 71 anos, foi sepultada, no dia 03/01/1877, num caixão de madeira simples, em um local úmido da capela das Filhas da Caridade, em Reuilly, na França. Aos 21/03/1933, o corpo foi desenterrado e, para a surpresa de todos, estava perfeito. As mãos juntas como se estivesse rezando, o rosto como o de alguém que dorme e (mais um milagre!) o médico tocou os seus olhos que se abriram, pois seu corpo não está endurecido, como seria normal, mas flexível; se toca num braço, ele se move; na cabeça, ela muda de posição… Hoje, 144 anos após a sua morte, o corpo de Santa Catarina Labouré está exposto à visitação pública como o de alguém que acaba de morrer, na capela das freiras da Rue du Bac, em Paris.

Frise-se que a medalha de Nossa Senhora das Graças não tem poderes mágicos por si. É um sacramental. Entretanto, quem a leva consigo porta um sinal de que pertence à Virgem Maria e, se pertence a ela, pertence também a Jesus Cristo, Nosso Senhor. Portanto, quem está com Deus nada teme: “Se Deus é por nós quem será contra nós!” (Rm 8,31).

Por fim, a questão: qual o significado dos símbolos que aparecem na medalha em formato de um ovo? – Numa das faces, aparece Maria Santíssima, com os braços estendidos derramando graças, simbolizadas por raios de luz, sobre os fiéis; ao mesmo tempo, esmaga, com seus pés virginais, a cabeça da infernal serpente, o diabo. Em volta da Virgem, lê-se a oração que os que usam a medalha devem rezar diariamente: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

Na outra face, figuram a letra M com uma cruz em cima e abaixo tem-se o Sagrado Coração de Jesus rodeado da coroa de espinhos e o Imaculado Coração de Maria traspassado por uma espada de dor. Esse conjunto é circundado, em volta, por doze estrelas que recordam a Mulher vestida de sol a trazer a lua nos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça (cf. Ap 12,1).

E você, meu (minha) prezado(a) irmão(ã), já experimentou em sua vida a proteção certa de tão bondosa Mãe e de seu amado Filho por meio do uso da medalha milagrosa?

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Objeção de consciência: importância e atualidade https://policial.dmxdesign.com.br/vanderlei-de-lima/03/06/2021/objecao-de-consciencia-importancia-e-atualidade/ Thu, 03 Jun 2021 20:02:28 +0000 https://policialpadrao.net/uncategorized/03/06/2021/objecao-de-consciencia-importancia-e-atualidade/ Acaba de sair nossa obra intitulada Obedecer antes a Deus que aos homens: a objeção de consciência como um direito humano fundamental. É um lançamento da Cultor de Livros e está dividido em sete capítulos distribuídos em 144 páginas.

O livro tem início definindo que “entende-se por objeção de consciência qualquer tipo de resistência à autoridade pública por motivos íntimos, ou seja, quando o cidadão julga, de modo bem fundamentado, que as determinações da autoridade são injustas e, por isso, não merecem a obediência, mas, sim, oposição. […] O recurso à objeção de consciência assegura que ninguém pode ser, legalmente, obrigado a fazer algo contra a consciência, especialmente ferindo seus valores morais e espirituais” (p. 13).

Todavia, a ditadura do relativismo, muito denunciada pelo Papa Bento XVI, quer, a todo e qualquer custo, derrubar esse direito humano básico para, definitivamente, impor: a) a agenda revolucionária destruidora da vida inocente e indefesa no ventre materno (cf. Ex 20,13), b) o fim da família alicerçada, do ponto de vista natural e sacramental, na união do homem e da mulher (cf. Gn 2,24; Mc 10,7; Ef 5,31), c) a anulação da sexualidade humana criada binária por Deus – homem e mulher (Gn 1,27) – por meio da ideologia de gênero que, a passos largos, avança em parte dos meios de comunicação e, infelizmente, nas escolas, d) a destruição da cultura religiosa das pessoas por meio da proibição de símbolos religiosos em locais públicos etc. O livro alerta sobre tudo isso e muito mais e dá os meios de conter, dentro da lei e da ordem, esses impiedosos ataques anticristãos.

O capítulo 2, reunindo e transcrevendo importantes documentos da Igreja, traz a sólida base doutrinária da objeção de consciência. Em apêndice a este capítulo, vêm dois importantes pareceres: o primeiro é do Dr. Ives Gandra Martins, renomado jurista, e trata da objeção de consciência e da sua interpretação na Constituição Federal de 1988, o segundo parecer é nosso e versa sobre objeção de consciência e transfusão de sangue num paciente que não a aceita, mas se encontra, no hospital, entre a vida e a morte.

No capítulo 3, é apresentada a lei natural moral, base da objeção de consciência, as contestações a esta lei, as respostas a tais objeções e, por fim, o modo de se portar ante as leis humanas. O capítulo 4 traz a batalha diabólica (não há, a nosso ver, outro adjetivo) contra a objeção de consciência. Dizem, numa maldade sobre-humana, que o direito à objeção de consciência tem de ser derrubado. Ora, isso ocorrendo – Deus não o permita! – resta ao cristão encurralado cometer o mal que o Estado manda ou, então, ser processado, afastado do trabalho, preso, assassinado. Não nos iludamos!

Ao chegar ao capítulo 5, escrito por sábia sugestão de Dom Pedro Carlos Cipollini, Bispo de Santo André (SP) e prefaciador da obra, o (a) leitor(a) se depara com aquilo que podemos chamar de “revés da Divina Providência”. Que é esse revés? – É um modo de Deus agir, em meio ao caos que parece fazer ceder o bem e triunfar o mal, despertando, em todos os tempos e lugares, pessoas opositoras desse caos.

Elas o derrotam ou, ao menos, o emperram em sua velocidade aparentemente triunfadora. O capítulo 6 expõe a doutrina da Igreja sobre a participação dos fiéis na vida política de um país. Tal participação é diferente para leigos e clérigos, mas ambos têm, ainda que um Estado se diga laico (muitas vezes, laicista), o direito de se fazerem, cada um a seu modo, ouvir. O Estado deve servir ao ser humano, não o contrário. Isso há de ser sempre relembrado.

No último capítulo, o 7, recordamos a maior desgraça que pode acometer o ser humano: o pecado. Tem aí destaque o pecado da omissão. Nas palavras do Padre Vieira, “omissão é o pecado que se faz não fazendo” (p. 131). Teremos de prestar contas das tantas vezes que o mal triunfou por negligência nossa.

Possa, pois, esta obra lançada pela Cultor de Livros atingir, com a graça divina, seus nobres objetivos. Ajude-nos a divulgá-la em seus meios. Deus o (a) recompense!

https://www.cultordelivros.com.br/produto/obedecer-antes-a-deus-que-aos-homens-78607

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Drogas: um jovem alerta https://policial.dmxdesign.com.br/vanderlei-de-lima/23/05/2021/drogas-um-jovem-alerta/ Sun, 23 May 2021 14:11:30 +0000 https://policialpadrao.net/uncategorized/23/05/2021/drogas-um-jovem-alerta/ Neste artigo, damos a palavra a um jovem de 28 anos vítima das drogas e hoje “sóbrio em recuperação”, como ele mesmo se define. Seu depoimento pode ajudar a muitas pessoas. A ele nossa profunda gratidão.

Nosso jovem nasceu em uma pequena cidade do interior deste imenso Brasil e teve uma infância com amor, carinho e presentes materiais dos pais, tios, avós e também da babá (seus pais trabalhavam fora o dia todo). Tudo parecia tranquilo, embora o pai fosse impaciente e o castigasse com agressões. Na fase escolar, nenhuma grande novidade: no início, falta de interesse, mas depois tudo passou a ser normal, vieram boas notas assomadas ao carinho e ao zelo das professoras e cuidadoras.

Imagem Ilustrativa. Foto: Divulgação

Aos 10 anos, alguns fatos começam a chamar a atenção: o gosto pelo cheiro da fumaça de cigarro e o prazer em ingerir pequenos goles de bebidas alcoólicas. Aos 14, nosso já adolescente conheceu a maconha; aos 15, a cocaína e os inalantes; aos 16, o LSD e o ecstasy; por fim, aos 17, o crack. Quem lhe apresentou tudo isso? – Ele mesmo nos dá a resposta: “amigos que andavam de bicicleta comigo e conhecidos da rua”.

Sua primeira alteração por drogas ilícitas (o álcool e o fumo também são drogas, mas tidas como lícitas ou legalizadas) se deu com a maconha e a sensação, segundo ele, foi boa: “me causou relaxamento, alívio, felicidade, sensação de que todos os problemas tinham acabado, dei muita risada e me causou muita fome depois”. Que semelhança há entre todas essas drogas? – Em intensidades diferentes, é óbvio, “todas elas causam dependência e alteram o humor”, diz o jovem que, hoje, apenas fuma cigarro. Um vício adquirido aos 14 anos e que, diariamente, o subjuga.

Não seria preciso descrever a coleção de fracassos na vida pessoal e profissional desse rapaz “sóbrio em recuperação”. Todavia, para frisar o quadro nebuloso, demos-lhe, uma vez mais, a palavra: “Minha trajetória se resume a alguns poucos trabalhos e tentativas de cursar o ensino superior que abandonei por três vezes… As drogas tiveram boa influência nisso tudo… Namorei por anos e hoje me encontro em um novo namoro… Recomeçando”. Mais: com o passar do tempo, as drogas que antes pareciam não lhe fazer mal, “tornaram-se uma prisão, demorei para ver saídas, fiquei refém das substâncias químicas para fazer tudo no meu dia a dia, até não ter mais ânimo para nada”.

O depoimento continua: “As drogas ainda não afetaram meu cognitivo, mas já causaram problemas físicos. Uma cirurgia no pulmão, cansaço e má respiração quando faço atividades físicas. Consequências do cigarro. Há também, no plano psicológico, dificuldades em lidar com sentimentos e emoções”, pois as drogas estão ligadas a “crises existenciais”.

E para sair de tudo isso? – Há, de acordo com o jovem, inúmeros tratamentos que, basicamente, se resumem à desintoxicação, à conscientização e à prevenção à recaída. Contudo, “o principal é a pessoa ter o real desejo de mudança e buscar ferramentas, pois é uma doença multifatorial e não existe uma fórmula pronta para todos os casos. Cada um deve construir sua rede de intervenção de acordo com suas necessidades particulares”. Cabe aqui um destaque nosso: o usuário de drogas – aceite ou não – é portador de uma doença. Deve, portanto, ser tratado de modo correto e sua família também apoiada. Neste segundo ponto, o Amor-Exigente (AE) muito pode ajudar.

Por fim, o jovem de 28 anos – que já passou por 29 internações em clínicas de recuperação – afirma que as drogas “são prazerosas no começo, mas depois acabam com a sua vida. Então, não vale a pena jogar sua vida fora por prazeres imediatos”. No entanto, a quem já caiu ou se afundou nesse submundo resta um consolo esperançoso: “Cada ser humano tem de aprender com seus erros, dar mais valor à família e também perceber que existem coisas muito prazerosas no mundo… bem melhores do que a mera ilusão provocada pelas drogas. Pense que, no futuro, não existirá um usuário de drogas como ser humano bem-sucedido”.”

Reflitamos e divulguemos o forte alerta desse jovem “sóbrio em recuperação”!

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Nosso modesto apoio aos agentes da lei https://policial.dmxdesign.com.br/vanderlei-de-lima/14/05/2021/nosso-modesto-apoio-aos-agentes-da-lei/ Fri, 14 May 2021 03:10:01 +0000 https://policialpadrao.net/uncategorized/14/05/2021/nosso-modesto-apoio-aos-agentes-da-lei/ Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e sacerdote no Saara, foi, na juventude, militar francês e, nesta condição, serviu na África. Ora, voltando para lá como pobre eremita, em 1901, reencontrou antigos amigos militares que lhe demonstraram grande apreço e foram pontos de referência no seu modo de viver no deserto.

Antoine Chatelard, por exemplo, nos conta que nosso anacoreta esteve, logo que chegou ao continente africano, com o comandante Lacroix, seu ex colega de Saint-Cyr, com os generais em Ain-Sefra, aí se hospedando na residência dos oficiais. Assim, nesses inícios de caminhada por terras africanas, “ver-se-ia rodeado de uma escolta e os militares árabes beijaram seu albornoz [tipo de manto – nota nossa]” (Charles de Foucauld: o caminho rumo a Tamanrasset. São Paulo: Paulinas, 2009, p. 140). Mais: sua relação com os militares era tão próxima que Foucauld os usa como exemplo para nos despertar maior zelo pela causa de Deus. Eis o que diz: “Vedes que os soldados da terra, esses homens, não temem a estação. Que sirvam eles de exemplo a nós, soldados de Deus, e não permitamos que o nosso Mestre novamente ouça ‘Os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz’” (idem, p. 181).

Partindo desse apreço de Foucauld pelos militares, o eremita tenta imitá-lo também neste ponto. Como fazer isso, no entanto, se em sua região não houver nenhuma instituição militar (Exército, Marinha ou Aeronáutica)? – Não há nenhum problema. Basta estender sabiamente o apreço do grande mestre francês aos policiais militares, civis e guardas civis municipais de sua cidade. Assim, tentará fazer o bem a eles por meio da oração diária (eis nosso apoio espiritual) e de escritos ou palestras de conteúdo religioso ou técnico a fim de encorajar esses homens e mulheres que dão a própria vida, se preciso for, para defender o próximo…, próximo que, na grande maioria das vezes, eles sequer conhecem (eis nosso apoio moral).

Importa dizer ainda que graças a pessoas de bem – a ampla maioria da sociedade – outros apoios têm ocorrido nos últimos anos: doações de aquecedores, termômetros digitais, aparelhos de aferir a pressão arterial, galões térmicos e até uma geladeira, em 2019, a uma dessas instituições. No entanto, ficaram muito conhecidos os “atendimentos” via whatsapp ou telefone a agentes da lei que passam por um momento difícil em sua vida e o “Cafezinho da noite”. Em que consiste ele? – Consiste em deixar, num espaço acessível da casa (no hall de entrada, por exemplo), uma garrafa térmica de café e um potinho de bolachas a fim de que os agentes de serviço, à noite, sintam-se apoiados em seu nobre trabalho. Óbvio é que se os benfeitores doarem mais ingredientes (mortadela, bolo, fruta etc.) eles também serão disponibilizados.

Como se organiza esse “Cafezinho da noite”? – Organiza-se sob dois aspectos: 1) da parte dos amigos dos agentes da lei que nos procuram desejando fazer parte da lista de doadores mensais ou semanais e 2) da parte dos próprios policiais. A melhor forma de se organizar é por meio de um grupo de whatsapp para PMs, outro para GCMs e outro ainda aos PCs. Isso permite avisar se terá ou não café em determinada noite. Afinal, imprevistos podem ocorrer.

Para que ninguém se sinta receoso de participar do “Cafezinho da noite” importa dizer que Charles de Foucauld se autodenominou “o irmão universal”, ou seja, de todos, de modo que a condição básica para aderir ao “Café” é ser agente da lei, independente de credo religioso, localidade, posição social etc. O que se pede é que se algum passante (pessoa em situação de rua, por exemplo) pedir café ou bolacha deve ser atendido.

Eis, neste site de grande alcance, um duplo convite: aos possíveis benfeitores desta causa a fim de que ajudem e aos agentes da lei para que participem do Cafezinho da noite e também saibam que podem contar com nossa oração, amizade e apoio moral. Deus os proteja sempre para bem protegerem a sociedade!

Nosso contato é: (19) 995649949 (Identifique-se em sua mensagem).

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