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a) o pecado de uns, longe de desanimar, deve incentivar os fiéis a serem mais santos em resposta supridora à iniquidade;
b) o Senhor quer dar a cada um desses pecadores a oportunidade de se converterem, especialmente por meio do Sacramento da Confissão;
c) mesmo com o mau exemplo dos errantes, a Igreja não deixa de exercer a missão que Nosso Senhor lhe confiou: o ouro da graça divina pode passar por mão sujas, mas não perde o seu pleno valor (cf. Catena Aurea. Vol. 1. Campinas: Ecclesiae, 2018, p. 451-479).
Sim, desde o início do Cristianismo, de um modo particular a partir de Santo Agostinho († 430), a Igreja, lembrando as parábolas do joio e do trigo, já citada, e da rede que recolhe bons e maus peixes (cf. Mt 13,47-50), demonstra que sempre houve problemas nas comunidades: incesto (cf. 1Cor 5,1); injúrias ao apóstolo Paulo (cf. 2Cor 2,5-11), renegação da doutrina (cf. Hb 6,4-8; 10,26-31), falhas morais diversas (cf. Gl 1,6; 3,1; 5,4), esfriamento da fé (cf. Ap 2-3) etc.
Não obstante às falhas de seus filhos, em Mt 28,20, o Senhor Jesus promete estar com a Igreja até o fim dos tempos. Daí Dom Estêvão Bettencourt, OSB, comentar: “Jesus promete à sua Igreja uma assistência vigilante… Igreja caracterizada pela sucessão apostólica; Jesus não promete estar com os mais santos ou os mais cultos, mas, sim, com os Apóstolos e seus legítimos sucessores [os Bispos — nota nossa] até o fim dos tempos.
Muitas pessoas procuram o Cristo na comunidade mais simpática ou mais emocionante (critérios subjetivos). O que importa é não perder a comunhão com essa linhagem [dos Apóstolos em seus sucessores — nota nossa], mesmo que nela se encontre figuras humanas pouco dignas (o joio não impede o trigo de frutificar)” (A Igreja divina e humana. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 2004, p. 6. Opúsculo 35 — base deste artigo).
Vê-se que só se afasta do colo da Mãe Igreja aquele(a) que desconhece em profundidade a fé que diz professar ou que se deixa levar por sentimentalismos capazes de colocar o bispo X ou o padre Y no lugar de Deus. Algo que, se feito conscientemente, é pecado. E pecado grave.
Em sentido contrário, quem entende que a Igreja é divina e humana concorda, neste ponto, com o filósofo Jacques Maritain ao escrever que “os católicos não são o Catolicismo. As faltas, as lerdezas, as carências e as sonolências do católico não comprometem o Catolicismo… A melhor apologética [defesa — nota nossa] não consiste em justificar os católicos quando erram, mas, ao contrário, em assinalar esses erros e dizer que não afetam a substância do Catolicismo e só contribuem para melhor trazer à tona a força de uma religião sempre viva apesar deles… Não nos considereis a nós pecadores. Vede, antes, como a Igreja sana as nossas chagas e nos leva trôpegos para a vida eterna… A grande glória da Igreja é ser santa com membros pecadores” (Religion et culture. Paris, 1930, p. 60).
Possam estas reflexões levar-nos a confiar na mensagem transmitida pela Mãe Igreja por meio de seus ministros (às vezes pouco dignos) e rezar sempre pela nossa conversão e pela dos nossos irmãos. Afinal, somos chamados a ser santos como o Pai celeste é santo (cf. Lv 19,2; Mt 5,48; 1Pd 1,16).
]]>Antes do mais, aproveito para agradecer, de público, ao Dr. Ives o belo Prefácio ao livro “Papa Bento XVI: aspectos polêmicos do seu pontificado” (ainda inédito) e o breve, mas substancioso parecer que deu à obra “Obedecer antes a Deus que aos homens: a objeção de consciência como direito humano fundamental” (Cultor de Livros, 2021), ambas escritas por este irmão que assina o presente artigo.
Voltando ao tema da participação do PM de folga no ato do dia 7 de setembro, dei, de início, o meu modesto entendimento ao Dr. Ives: “A meu ver, ele [o PM] pode ir, desde que o ato seja pacífico e ordeiro, ainda que a favor de Bolsonaro, como poderia ir a favor de Lula ou de outros eventuais políticos. A medida proibitiva, seja do governador, seja do alto Comando da PM, parece afrontosa a vários incisos do artigo 5º da CF de 88” (Mensagem eletrônica de 30/08/2021).
No mesmo dia, o consagrado jurista respondeu com sua nobre e clara linguagem jurídica culta: […] “Infelizmente, estou sem condições, por falta de tempo, de elaborar um parecer. Considero, entretanto, que a Constituição não proíbe a presença de qualquer eleitor em manifestações pacíficas. Ora, como o militar pode votar e, nas condições do artigo 14 da CF/88, até ser elegível, entendo que, à paisana, fora do horário do trabalho, não ostentando sua condição de militar, mas de mero cidadão, pode, pacificamente, assistir manifestações populares” (Mensagem eletrônica de 30/08/2021).
Eis porque a proibição de o policial militar de folga participar, de modo pacífico, com sua família e amigos, da manifestação de 7 de setembro nos soa despropositada.
]]>Tais Vilas, como as que já existem para as Forças Armadas, trariam, certamente, muitos benefícios a cada policial, a seus familiares e à sociedade em geral. Sim, ao policial porque ficaria mais confiante quanto à segurança de sua família e, deste modo, trabalharia, psicologicamente, melhor. Ora, tal ganho, como se vê, não é apenas do Pm em serviço, mas de toda a sociedade.
Mais: a família colocada em um ambiente de proteção e calmaria, fica menos apreensiva e desestressada. Em consequência, o convívio dentro do lar é melhor para o policial que volta da “batalha diária” a um ambiente harmônico, calmo e acolhedor. A autoestima tende, assim, a melhorar muito. No próximo turno de trabalho, a Corporação e o povo em geral terá um agente, realmente, descansado, atento e motivado para mais bem atuar ante os desafios impostos.
A referida Vila contará, ainda, com área de lazer com quadra, campo de futebol ou outras modalidades de esportes, inclusive academia de musculação e artes marciais, aptas a complementar a formação recebida na Polícia e manter o PM bem preparado sob vários aspectos. Para as crianças, a Vila terá Colégio Militar aberto também a quem, de fora, nele queira estudar. Pergunta-se: por que um Colégio Militar?
Porque, no complicado sistema público de ensino brasileiro, os colégios militares têm – junto às escolas técnicas – se sobressaído na qualidade da educação, de modo que seus alunos obtém, via de regra, as elevadas notas do ENEM. Sem falar na boa disciplina: aí impera a ordem, porém não o autoritarismo.
É certo que a Vila contemplará todos os PMs – especializado, de área, ambiental e bombeiro – cuja residência e demais benefícios estarão disponíveis enquanto o policial servir naquela unidade. Cremos, no entanto, que tal moradia há de ser opcional e que exista ainda o princípio de subsidiariedade, ou seja, cada um mantenha, dentro do padrão geral da Vila, a sua casa como é do seu agrado. Afasta-se, desse modo, o modelo comunista no qual o Estado sufoca a livre iniciativa da pessoa.
Alguém poderia – com isenção de ânimo – calcular, amigo(a) leitor(a), o valor de um militar que arrisca a própria vida para salvar a sua ou a de um ente querido seu em um acidente ou incidente de qualquer magnitude? Que, enquanto todos podem (e devem) se trancar dentro de casa diante de tiros disparados na rua, ele se põe a caminho do endereço do qual vêm os tiros a fim de evitar um mal maior à população?
É certo que, avaliado apenas no aspecto frio e financeiro, alguém poderia dizer: “Ele ganha para isso. Escolheu a profissão porque quis ou gosta. Fosse fazer outra coisa menos arriscada”. Tudo isso é verdadeiro. Contudo, pensando em nível mais amplo, a pergunta pode ser repetida: quanto, realmente, vale alguém assim? Não merece ele todo apoio possível da sociedade que defende?
Ainda: rebatamos um erro lógico: há quem diga que a Polícia é uma instituição corrupta, dado que o policial X ou Y agiram de má-fé, de forma reiterada. Ora, há aí o que conhecemos por “generalização apressada”, ou, em linguagem popular, “pela parte (alguns maus PMs) se julga o todo (a instituição Polícia Militar)”. É uma grosseria mental que não resiste ao crivo da Lógica.
Quem desejar combater a Polícia, terá, portanto, de encontrar outro argumento. Em contrário, todavia, aquele(a) que aspira ajudá-la poderá, certamente, em seus meios, defender o bom trabalho da PM e debater sobre a importância de Vilas Militares em nosso Estado.
Vanderlei de Lima é eremita, filósofo pela PUC-Campinas e escritor; Luiz Roberto Moraes é Tenente Coronel PMESP Reserva.
]]>Esta Carta Aberta tem por objetivo lembrá-lo do pedido que, já há algum tempo, faço: que V. Excelência permita no Regulamento de Uniformes (RU) da Polícia Militar do Estado de São Paulo, na cor própria do uniforme, um gorro simples de lã a proteger a cabeça e os ouvidos do PM, ficando a face descoberta.
Tal pedido visa, se concretizado, graças ao seu bom-senso e até mesmo à sua compaixão (= sofrer com), oferecer, de modo humanitário, uma maior sensação de conforto ao policial em serviço, pois tem de patrulhar com os vidros da viatura abertos para, no jargão interno, “sentir as ruas”, o que pode prejudicar os ouvidos com o vento frio a formar corrente. Observação semelhante vale ao policial fora da viatura exposto ao frio intenso.
Ora, tem-se como verdade que “o frio favorece a contração dos músculos e tecidos que envolvem o canal do ouvido e deixa a pele mais sensível. Essa contração é o que provoca a dor. Não se trata de otite (infecção de ouvido), apenas dor no canal auditivo. A dica é se agasalhar, usar gorro” (cf. Dráuzio Varella. In: https://drauziovarella.uol.com.br/otorrinolaringologia/5-mitos-e-verdades-sobre-dor-de-ouvido/, acesso em: 05/06/2020). No conforto, trabalha-se melhor.
Óbvio é que a referida proteção seria optativa, ou seja, ficaria a critério do policial, para uso noturno e diurno, no período de inverno e nos demais dias frios a, eventualmente, ocorrerem também em outras épocas do ano e nos quais cada um se protege como pode.
É de se indagar qual a grande razão para que, nos dias de frio rigoroso, todos possamos – e até devamos – nos agasalhar com gorro, mas os policiais militares em serviço não possam? É sumamente importante rever isso como já ocorre em alguns Estados. Importa valorizar o nobilíssimo trabalho desses homens e mulheres de farda cinza. Afinal, eles dão a própria vida, se preciso for, para salvar a de tantos cidadãos que sequer conhecem.
Este apelo vem de um religioso católico sem, é óbvio, nenhuma pretensão político-partidária. Traz apenas a preocupação de quem mantem amplo contato com a opinião pública e a ouve.
Ademais, os PMs – embora votem – não podem fazer greve nem reclamar de quase nada. Todavia, nós, que ainda vivemos num país tido por democrático, podemos – na internet, em alguns jornais ou nas igrejas, ruas, praças etc. – dizer uma palavra a favor deles. Palavra que, com a graça de Deus, chega a milhares e milhares de famílias.

Daí o nosso respeitoso pedido público ser bastante simples: Sr. Governador, permita, de modo optativo, que os policiais desejosos de usar gorro, na cor do uniforme, possam fazê-lo sem sofrer quaisquer sanções. É um ato de humanidade.
Tal pedido cabe aos fiéis católicos fazerem, uma vez que a Igreja “vivendo na história, deve estar atenta aos sinais dos tempos e interpretá-los à luz do Evangelho. Comungando nas melhores aspirações dos homens e sofrendo de os ver insatisfeitos, deseja ajudá-los a alcançar o pleno desenvolvimento e, por isso, propõe-lhes o que possui como próprio: uma visão global do homem e da humanidade” (Paulo VI. Populorum Progressio, n. 13); mas não só aos católicos. Também o cabe aos irmãos das demais Igrejas, Comunidades cristãs ou não cristãs que sabem ser impossível amar a Deus sem amar o próximo (cf. 1Jo 4,20-21). Mesmo quem não é religioso poderá sentir-se apoiador desta causa simples, mas nobre, pois compartilha conosco da dignidade da natureza humana que nos é comum.
Certo de sua humanidade, atenção e empatia, assino, esperançoso de ver, em breve, aqui publicada sua resposta. Deus o ilumine sempre na sua vida e missão!
]]>Nesse tempo, nasceu Catarina Labouré (1806), que, aos 23 anos, tornou-se freira da Congregação das Filhas da Caridade. No convento da Rue du Bac, teve várias visões de Nossa Senhora. A Virgem Maria, aos 27/11/1830, revelou-lhe a medalha, chamada depois de milagrosa, pedindo que Catarina mandasse fazer e distribuísse ao povo medalhas iguais àquela que acabara de ver.

Contudo, o bispo De Quelen não queria, de pronto, acreditar na visão da freira; bem poderia ela estar sofrendo alucinações. Era preciso um sinal de Deus (milagre) confirmando o que Catarina dizia. E o sinal veio! Sim, quando foram encomendadas, na fábrica, as primeiras medalhas uma terrível epidemia de cólera atingia Paris dizimando a população. Por exemplo, no dia 01/04/1831, morreram 79 pessoas, no dia 02, 168… e no dia 09, 861. Entretanto, assim que se distribuíram as primeiras medalhas a peste cessou imediatamente. Eis o milagre necessário para confirmar a medalha como algo desejado por Deus.
Depois disso, outros milagres confirmaram o valor da medalha: tendo Catarina Labouré falecido, com 71 anos, foi sepultada, no dia 03/01/1877, num caixão de madeira simples, em um local úmido da capela das Filhas da Caridade, em Reuilly, na França. Aos 21/03/1933, o corpo foi desenterrado e, para a surpresa de todos, estava perfeito. As mãos juntas como se estivesse rezando, o rosto como o de alguém que dorme e (mais um milagre!) o médico tocou os seus olhos que se abriram, pois seu corpo não está endurecido, como seria normal, mas flexível; se toca num braço, ele se move; na cabeça, ela muda de posição… Hoje, 144 anos após a sua morte, o corpo de Santa Catarina Labouré está exposto à visitação pública como o de alguém que acaba de morrer, na capela das freiras da Rue du Bac, em Paris.
Frise-se que a medalha de Nossa Senhora das Graças não tem poderes mágicos por si. É um sacramental. Entretanto, quem a leva consigo porta um sinal de que pertence à Virgem Maria e, se pertence a ela, pertence também a Jesus Cristo, Nosso Senhor. Portanto, quem está com Deus nada teme: “Se Deus é por nós quem será contra nós!” (Rm 8,31).
Por fim, a questão: qual o significado dos símbolos que aparecem na medalha em formato de um ovo? – Numa das faces, aparece Maria Santíssima, com os braços estendidos derramando graças, simbolizadas por raios de luz, sobre os fiéis; ao mesmo tempo, esmaga, com seus pés virginais, a cabeça da infernal serpente, o diabo. Em volta da Virgem, lê-se a oração que os que usam a medalha devem rezar diariamente: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.
Na outra face, figuram a letra M com uma cruz em cima e abaixo tem-se o Sagrado Coração de Jesus rodeado da coroa de espinhos e o Imaculado Coração de Maria traspassado por uma espada de dor. Esse conjunto é circundado, em volta, por doze estrelas que recordam a Mulher vestida de sol a trazer a lua nos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça (cf. Ap 12,1).
E você, meu (minha) prezado(a) irmão(ã), já experimentou em sua vida a proteção certa de tão bondosa Mãe e de seu amado Filho por meio do uso da medalha milagrosa?
]]>O livro tem início definindo que “entende-se por objeção de consciência qualquer tipo de resistência à autoridade pública por motivos íntimos, ou seja, quando o cidadão julga, de modo bem fundamentado, que as determinações da autoridade são injustas e, por isso, não merecem a obediência, mas, sim, oposição. […] O recurso à objeção de consciência assegura que ninguém pode ser, legalmente, obrigado a fazer algo contra a consciência, especialmente ferindo seus valores morais e espirituais” (p. 13).
Todavia, a ditadura do relativismo, muito denunciada pelo Papa Bento XVI, quer, a todo e qualquer custo, derrubar esse direito humano básico para, definitivamente, impor: a) a agenda revolucionária destruidora da vida inocente e indefesa no ventre materno (cf. Ex 20,13), b) o fim da família alicerçada, do ponto de vista natural e sacramental, na união do homem e da mulher (cf. Gn 2,24; Mc 10,7; Ef 5,31), c) a anulação da sexualidade humana criada binária por Deus – homem e mulher (Gn 1,27) – por meio da ideologia de gênero que, a passos largos, avança em parte dos meios de comunicação e, infelizmente, nas escolas, d) a destruição da cultura religiosa das pessoas por meio da proibição de símbolos religiosos em locais públicos etc. O livro alerta sobre tudo isso e muito mais e dá os meios de conter, dentro da lei e da ordem, esses impiedosos ataques anticristãos.
O capítulo 2, reunindo e transcrevendo importantes documentos da Igreja, traz a sólida base doutrinária da objeção de consciência. Em apêndice a este capítulo, vêm dois importantes pareceres: o primeiro é do Dr. Ives Gandra Martins, renomado jurista, e trata da objeção de consciência e da sua interpretação na Constituição Federal de 1988, o segundo parecer é nosso e versa sobre objeção de consciência e transfusão de sangue num paciente que não a aceita, mas se encontra, no hospital, entre a vida e a morte.
No capítulo 3, é apresentada a lei natural moral, base da objeção de consciência, as contestações a esta lei, as respostas a tais objeções e, por fim, o modo de se portar ante as leis humanas. O capítulo 4 traz a batalha diabólica (não há, a nosso ver, outro adjetivo) contra a objeção de consciência. Dizem, numa maldade sobre-humana, que o direito à objeção de consciência tem de ser derrubado. Ora, isso ocorrendo – Deus não o permita! – resta ao cristão encurralado cometer o mal que o Estado manda ou, então, ser processado, afastado do trabalho, preso, assassinado. Não nos iludamos!
Ao chegar ao capítulo 5, escrito por sábia sugestão de Dom Pedro Carlos Cipollini, Bispo de Santo André (SP) e prefaciador da obra, o (a) leitor(a) se depara com aquilo que podemos chamar de “revés da Divina Providência”. Que é esse revés? – É um modo de Deus agir, em meio ao caos que parece fazer ceder o bem e triunfar o mal, despertando, em todos os tempos e lugares, pessoas opositoras desse caos.
Elas o derrotam ou, ao menos, o emperram em sua velocidade aparentemente triunfadora. O capítulo 6 expõe a doutrina da Igreja sobre a participação dos fiéis na vida política de um país. Tal participação é diferente para leigos e clérigos, mas ambos têm, ainda que um Estado se diga laico (muitas vezes, laicista), o direito de se fazerem, cada um a seu modo, ouvir. O Estado deve servir ao ser humano, não o contrário. Isso há de ser sempre relembrado.
No último capítulo, o 7, recordamos a maior desgraça que pode acometer o ser humano: o pecado. Tem aí destaque o pecado da omissão. Nas palavras do Padre Vieira, “omissão é o pecado que se faz não fazendo” (p. 131). Teremos de prestar contas das tantas vezes que o mal triunfou por negligência nossa.
Possa, pois, esta obra lançada pela Cultor de Livros atingir, com a graça divina, seus nobres objetivos. Ajude-nos a divulgá-la em seus meios. Deus o (a) recompense!
https://www.cultordelivros.com.br/produto/obedecer-antes-a-deus-que-aos-homens-78607
]]>Nosso jovem nasceu em uma pequena cidade do interior deste imenso Brasil e teve uma infância com amor, carinho e presentes materiais dos pais, tios, avós e também da babá (seus pais trabalhavam fora o dia todo). Tudo parecia tranquilo, embora o pai fosse impaciente e o castigasse com agressões. Na fase escolar, nenhuma grande novidade: no início, falta de interesse, mas depois tudo passou a ser normal, vieram boas notas assomadas ao carinho e ao zelo das professoras e cuidadoras.

Aos 10 anos, alguns fatos começam a chamar a atenção: o gosto pelo cheiro da fumaça de cigarro e o prazer em ingerir pequenos goles de bebidas alcoólicas. Aos 14, nosso já adolescente conheceu a maconha; aos 15, a cocaína e os inalantes; aos 16, o LSD e o ecstasy; por fim, aos 17, o crack. Quem lhe apresentou tudo isso? – Ele mesmo nos dá a resposta: “amigos que andavam de bicicleta comigo e conhecidos da rua”.
Sua primeira alteração por drogas ilícitas (o álcool e o fumo também são drogas, mas tidas como lícitas ou legalizadas) se deu com a maconha e a sensação, segundo ele, foi boa: “me causou relaxamento, alívio, felicidade, sensação de que todos os problemas tinham acabado, dei muita risada e me causou muita fome depois”. Que semelhança há entre todas essas drogas? – Em intensidades diferentes, é óbvio, “todas elas causam dependência e alteram o humor”, diz o jovem que, hoje, apenas fuma cigarro. Um vício adquirido aos 14 anos e que, diariamente, o subjuga.
Não seria preciso descrever a coleção de fracassos na vida pessoal e profissional desse rapaz “sóbrio em recuperação”. Todavia, para frisar o quadro nebuloso, demos-lhe, uma vez mais, a palavra: “Minha trajetória se resume a alguns poucos trabalhos e tentativas de cursar o ensino superior que abandonei por três vezes… As drogas tiveram boa influência nisso tudo… Namorei por anos e hoje me encontro em um novo namoro… Recomeçando”. Mais: com o passar do tempo, as drogas que antes pareciam não lhe fazer mal, “tornaram-se uma prisão, demorei para ver saídas, fiquei refém das substâncias químicas para fazer tudo no meu dia a dia, até não ter mais ânimo para nada”.
O depoimento continua: “As drogas ainda não afetaram meu cognitivo, mas já causaram problemas físicos. Uma cirurgia no pulmão, cansaço e má respiração quando faço atividades físicas. Consequências do cigarro. Há também, no plano psicológico, dificuldades em lidar com sentimentos e emoções”, pois as drogas estão ligadas a “crises existenciais”.
E para sair de tudo isso? – Há, de acordo com o jovem, inúmeros tratamentos que, basicamente, se resumem à desintoxicação, à conscientização e à prevenção à recaída. Contudo, “o principal é a pessoa ter o real desejo de mudança e buscar ferramentas, pois é uma doença multifatorial e não existe uma fórmula pronta para todos os casos. Cada um deve construir sua rede de intervenção de acordo com suas necessidades particulares”. Cabe aqui um destaque nosso: o usuário de drogas – aceite ou não – é portador de uma doença. Deve, portanto, ser tratado de modo correto e sua família também apoiada. Neste segundo ponto, o Amor-Exigente (AE) muito pode ajudar.
Por fim, o jovem de 28 anos – que já passou por 29 internações em clínicas de recuperação – afirma que as drogas “são prazerosas no começo, mas depois acabam com a sua vida. Então, não vale a pena jogar sua vida fora por prazeres imediatos”. No entanto, a quem já caiu ou se afundou nesse submundo resta um consolo esperançoso: “Cada ser humano tem de aprender com seus erros, dar mais valor à família e também perceber que existem coisas muito prazerosas no mundo… bem melhores do que a mera ilusão provocada pelas drogas. Pense que, no futuro, não existirá um usuário de drogas como ser humano bem-sucedido”.”
Reflitamos e divulguemos o forte alerta desse jovem “sóbrio em recuperação”!
]]>Antoine Chatelard, por exemplo, nos conta que nosso anacoreta esteve, logo que chegou ao continente africano, com o comandante Lacroix, seu ex colega de Saint-Cyr, com os generais em Ain-Sefra, aí se hospedando na residência dos oficiais. Assim, nesses inícios de caminhada por terras africanas, “ver-se-ia rodeado de uma escolta e os militares árabes beijaram seu albornoz [tipo de manto – nota nossa]” (Charles de Foucauld: o caminho rumo a Tamanrasset. São Paulo: Paulinas, 2009, p. 140). Mais: sua relação com os militares era tão próxima que Foucauld os usa como exemplo para nos despertar maior zelo pela causa de Deus. Eis o que diz: “Vedes que os soldados da terra, esses homens, não temem a estação. Que sirvam eles de exemplo a nós, soldados de Deus, e não permitamos que o nosso Mestre novamente ouça ‘Os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz’” (idem, p. 181).
Partindo desse apreço de Foucauld pelos militares, o eremita tenta imitá-lo também neste ponto. Como fazer isso, no entanto, se em sua região não houver nenhuma instituição militar (Exército, Marinha ou Aeronáutica)? – Não há nenhum problema. Basta estender sabiamente o apreço do grande mestre francês aos policiais militares, civis e guardas civis municipais de sua cidade. Assim, tentará fazer o bem a eles por meio da oração diária (eis nosso apoio espiritual) e de escritos ou palestras de conteúdo religioso ou técnico a fim de encorajar esses homens e mulheres que dão a própria vida, se preciso for, para defender o próximo…, próximo que, na grande maioria das vezes, eles sequer conhecem (eis nosso apoio moral).
Importa dizer ainda que graças a pessoas de bem – a ampla maioria da sociedade – outros apoios têm ocorrido nos últimos anos: doações de aquecedores, termômetros digitais, aparelhos de aferir a pressão arterial, galões térmicos e até uma geladeira, em 2019, a uma dessas instituições. No entanto, ficaram muito conhecidos os “atendimentos” via whatsapp ou telefone a agentes da lei que passam por um momento difícil em sua vida e o “Cafezinho da noite”. Em que consiste ele? – Consiste em deixar, num espaço acessível da casa (no hall de entrada, por exemplo), uma garrafa térmica de café e um potinho de bolachas a fim de que os agentes de serviço, à noite, sintam-se apoiados em seu nobre trabalho. Óbvio é que se os benfeitores doarem mais ingredientes (mortadela, bolo, fruta etc.) eles também serão disponibilizados.
Como se organiza esse “Cafezinho da noite”? – Organiza-se sob dois aspectos: 1) da parte dos amigos dos agentes da lei que nos procuram desejando fazer parte da lista de doadores mensais ou semanais e 2) da parte dos próprios policiais. A melhor forma de se organizar é por meio de um grupo de whatsapp para PMs, outro para GCMs e outro ainda aos PCs. Isso permite avisar se terá ou não café em determinada noite. Afinal, imprevistos podem ocorrer.
Para que ninguém se sinta receoso de participar do “Cafezinho da noite” importa dizer que Charles de Foucauld se autodenominou “o irmão universal”, ou seja, de todos, de modo que a condição básica para aderir ao “Café” é ser agente da lei, independente de credo religioso, localidade, posição social etc. O que se pede é que se algum passante (pessoa em situação de rua, por exemplo) pedir café ou bolacha deve ser atendido.
Eis, neste site de grande alcance, um duplo convite: aos possíveis benfeitores desta causa a fim de que ajudem e aos agentes da lei para que participem do Cafezinho da noite e também saibam que podem contar com nossa oração, amizade e apoio moral. Deus os proteja sempre para bem protegerem a sociedade!
Nosso contato é: (19) 995649949 (Identifique-se em sua mensagem).
]]>Antes de transcrever trechos do livreto, convém dizer que denominamos Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) o Primeiro Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo. Ela é, via de regra, apresentada como muito temida por marginais, mas venerada pela população de bem devido aos relevantes serviços prestados à sociedade.
O sargento Domarascki começa descrevendo a preparação para mais uma noite de trabalho dos rotarianos: “Tudo ‘joia’. Viatura lavada, tanque cheio, suspensão lubrificada, pneus calibrados com 35 libras, sexta-feira, calor, zona de patrulhamento: sul. O motor 6 cilindros da Veraneio C-10 cinzenta da Rota, ligada e alinhada caprichosamente no grande pátio do Batalhão Tobias de Aguiar (B.T.A.), parece falar ao seu ‘piloto’ titular, de sua ‘impaciência’ em ganhar as ruas para mais uma noitada de serviço”. Esses PMs têm a missão de “auxiliar, socorrer, amparar o cidadão de bem, não dando trégua àqueles causadores em praticar o mal através das inúmeras formas de ilícito penal” (p. 1).
Essa falta de trégua a marginais de todos os níveis leva alguns PMs de outros Batalhões a debocharem dos rotarianos. Colocam-lhes o apelido de “xaropetas”, mescla dos termos “xarope” e “boinas pretas”. Afinal, segundo o autor do Taxi prata, a Rota procura “o perigo como o moribundo necessita do oxigênio vital para a sua existência” (p. 2). Essa caça aos problemas de toda ordem “nada mais é do que a sua vontade sublime de proteger vidas, amparar e confortar vítimas da violência na grande metrópole” (idem).
Um cafezinho? É bom, mas o tempo de um plantão, nas agitadas ruas de São Paulo, parece curto para isso. Os componentes da Rota 117 – número da viatura (“barca”, p. 10) com a qual trabalham – Sargento Carlos, comandante, Domarascki, motorista (“piloto”), e Candel, Eufrásio e Kinittel, seguranças, que deixaram o quartel, na Avenida Tiradentes, às 19h15, há horas, querem parar para um rápido café. No entanto, dado o volume de ocorrências em andamento, essa parada só se dá às 2h30 da manhã (cf. p. 6).
A movimentação, entretanto, continua. “Rota 107 está conduzindo ao 43 D.P. dois indivíduos surpreendidos armados em um bar e bilhar na Cidade Ademar; Rota 123 está socorrendo ao P.S. Jabaquara motorista embriagado vítima de choque de seu veículo contra poste; equipe de Rota 121 informa que está conduzindo ao plantão do D.E.I.C. traficante e grande quantidade de ‘maconha’ localizada durante revista efetuada em seu veículo; equipe Rota 111, Sgto. Gusmão, em feitura de parto, bairro Parelheiros” (p. 4).
Além disso, um casal com filho de colo, morador da Cidade Dutra, depois de consulta médica da criança, não tinha como voltar para a casa e foi socorrida pela Rota 117 que lhe serviu de táxi (cf. p. 6-7). A mesma viatura conduziu também até a Delegacia um senhor cujo carro havia sido furtado, mas, agora, recuperado pela equipe de Rota 105. Grandes prestações de serviços públicos, portanto. Inclusive um parto (cf. p. 3 e 7).
Houve também um intenso tiroteio, na favela de Guaianazes, entre membros de forte quadrilha de assaltantes e homicidas e policiais da Rota que já monitoravam, há dias, esses criminosos. Eles, em vez de se entregarem, enfrentaram os rotarianos. O resultado foi recebido, pouco depois, via rádio, pela Rota 117: “Atenção Copom. Atenção Copom e rede Rota; Rota Comando socorrendo três indivíduos baleados durante troca de tiros ao P.S. Guaianazes, vários marginais detidos e farto material roubado encontrado no barraco ocupado pelos meliantes, graças a Deus, nenhum policial ferido” (p. 6).
Por fim, às 3h30 da madrugada, é hora de aguardar o chamado pelo rádio e voltar para o quartel. No trajeto de volta, porém, há novidade: um taxista conduzia, de modo ingênuo, no seu táxi prata, dois ladrões que solicitaram uma corrida do centro ao Grajaú. O homem, graças à habilidade dos PMs da Rota, foi salvo e os malandros presos. A equipe Rota 117 só pôde chegar ao Batalhão após 15 horas de serviço (cf. p. 9).
Eis um pouco do relato do Sargento Domarascki. Merece atenção! Parabéns!
]]>Partimos de um exemplo muito simples, mas profundo: se fôssemos desmontáveis (como uma máquina qualquer), ao nos sentirmos com algum incômodo, poderíamos chamar um motoboy e pedir-lhe que levasse, por exemplo, nossa mão ao médico porque o polegar está inchado e doendo. Isso, no entanto, é impossível. Quem vai ao médico – por não estar bem ou para uma consulta de rotina – é nosso ser inteiro, não uma parte.
Isso posto, lembramo-nos de duas palavras gregas: psicossomático e holos. Elas desejam confirmar que somos, enquanto seres humanos, um todo (holos) harmonioso composto de alma espiritual (psique) e corpo material (soma), portanto psicossomáticos. Daí se falar em terapia holística (total), ou seja, aquela que não fraciona o ser humano nem tenta encaixá-lo em categorias pré-estabelecidas qual peça de engrenagem. Ao contrário, como cada pessoa é única e irrepetível, o método de terapia a ser-lhe aplicado – mesmo supondo, é claro, as bases teóricas já estudadas – não parte apenas de pré-conceitos, mas é construído caso a caso em sessões semanais ou quinzenais.
Aqui, ocorre-nos outro exemplo. Conta-se que um pai, possuidor de certa cultura, trabalhava afoito no escritório de sua casa, mas foi, a certa altura, interrompido pelo filho pequeno desejoso de atenção. Sabendo que o menino não desprezava um bom desafio, o pai rasgou um mapa do mundo em vários pedaços e disse ao pequeno: “Só volte quando tiver montado o mapa corretamente”. Em cerca de três minutos, a criança o chamou dizendo que a tarefa estava feita. Vendo o mapa perfeito no chão, o homem disse admirado: “Meu filho, como você fez isso?” O garoto respondeu: “Foi fácil. Nas costas do mapa tinha um homem. Ao consertá-lo, consertei o mundo”. Battista Mondim confirma isso ao assegurar: “Sobre esse ponto existe hoje um consenso que podemos chamar universal. Existencialistas e estruturalistas, marxistas e tomistas, evolucionistas e espiritualistas, ateus e cristãos estão todos de acordo em atribuir ao estudo do homem uma importância capital” (O homem: quem é ele? 11ª ed. S. Paulo: Paulus, 2003, p. 7).
Qual é, então, a linha de abordagem terapêutica que oferecemos? – É a que visa ajudar a encontrar o verdadeiro sentido da vida: Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou? Por que estou aqui? Por que amo? Por que sofro? Etc. Em última análise, o (a) terapeuta há de tentar levar quem o procura a se conhecer profundamente. Ora, conhecendo-se – com seus pontos fortes e fracos – saberá trabalhar melhor o seu “vazio existencial” e será, por conseguinte, um ser humano mais feliz e seguro. Sim, nosso trabalho “trata do homem total, brota da consideração de espírito (noos), respeita-lhe a dignidade de pessoa, torna-se uma força libertadora dos condicionamentos e determinismos e aponta para os valores mais altos” (Izar Aparecida de M. Xausa. A psicologia do sentido da vida. 2ª ed. Campinas: Vide, 2013, p. 14).
Acrescentemos ainda algo que julgamos importante: o terapeuta que vê a pessoa humana como psicossomática não pode deixar de contar – caso a questão exija – com o auxílio de bons médicos. Dentre eles, três especialidades se fazem, a nosso ver, essenciais: a Psiquiatria, a Neurologia e a Cardiologia.
Prezado(a) leitor(a), adolescente, jovem ou adulto, especialmente o (a) policial militar, queremos ser a mão amiga em suas não poucas nem pequenas dificuldades. Conte conosco pelo whatsapp: 19 995649949!
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