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Em nota, o CMSE afirmou que “o Exército considera o episódio inaceitável e seguirá realizando todos os esforços necessários para a recuperação de todo o armamento no mais curto prazo e a responsabilização de todos os autores”.
De acordo com o secretário, a polícia estava investigando a informação de que as armas seriam repassadas para outros criminosos nesta madrugada.
Os policiais civis foram até o local onde a negociação seria feita e chegaram a trocar tiros com os criminosos, disse o Secretário de Segurança. Os criminosos conseguiram fugir e ainda não foram localizados.
Os armamentos recuperados foram cinco metralhadoras ponto 50 e outras quatro de calibre 7,62. Segundo Derrite, uma equipe do Exército foi chamada e confirmou pela numeração das armas que elas faziam parte do arsenal furtado.
Na quinta-feira (19), outras oito armas furtadas do Arsenal de Guerra do Quartel em Barueri, foram encontradas no Rio de Janeiro. A interceptação das armas ocorreu em uma ação integrada do Exército Brasileiro com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
As armas recuperadas foram quatro metralhadoras ponto 50 e outras quatro MAGs. As informações foram confirmadas pelo general Maurício Vieira Gama, chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste do Exército, em entrevista.
Os policiais apreenderam os armamentos após receberem uma ligação informando a localização do armamento, que estaria dentro de um carro na Gardênia Azul, zona oeste do Rio.
A comunidade é a mesma que passou a contar com a atuação do Comando Vermelho desde o começo deste ano após uma aliança entre o tráfico e a maior milícia carioca.
O Exército ainda investiga se as armas foram furtadas de uma só vez. Segundo o general Vieira Gama, o “lapso temporal” da investigação vai de 6 de setembro a 10 de outubro, período entre as duas inspeções, mas ainda não se sabe como elas foram levadas.
Um Inquérito Policial Militar foi instaurado para investigar o sumiço dos armamentos e corre em sigilo.
O Exército informou que “todos os processos da Organização Militar estão sendo revistos”. As autoridades disseram ainda que “os militares que tinham encargos de fiscalização e controle poderão ser responsabilizados na esfera administrativa e disciplinar por eventuais irregularidades”.
A ausência do armamento foi notada no dia 10 de outubro durante uma inspeção. A notícia fez com que o Comando Militar do Sudeste determinasse o aquartelamento dos militares da unidade e uma investigação foi aberta para apurar os fatos.
Há, no momento, cerca de 160 militares aquartelados – impedidos de sair do local – no Arsenal de Guerra. Até agora, nenhum militar foi preso, de acordo com o Comando Militar do Sudeste.
O Arsenal de Guerra de São Paulo é uma unidade técnica de manutenção. Ela recebe armamentos inservíveis, que passam por uma avaliação para saber se a recuperação é viável economicamente. Caso o reparo não seja indicado, é iniciado o processo de desfazimento e destruição.
A polícia apreendeu quatro das 13 metralhadoras calibre .50 que haviam desaparecido. São armas capazes de derrubar aeronaves. A Polícia Civil do Rio recuperou também quatro das oito metralhadoras calibre 7,62 que foram furtadas.
O Exército informou que o diretor do Arsenal de Guerra de São Paulo, responsável pelo quartel do Barueri, o tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista, será exonerado de sua função, mas não será expulso da Força. A decisão da exoneração foi do comandante do Exército, Miguel Ribeiro Paiva.
Em entrevista coletiva em São Paulo, o general de Brigada Maurício Vieira Gama, chefe do Estado Maior do Comando Militar do Sudeste, confirmou que pode haver militares envolvidos no furto dos armamentos e que “dezenas” deles receberam o formulário de apuração disciplinar e estão em prazo para apresentar suas defesas.

“Todos os processos do Arsenal estão sendo revisados para verificar onde ocorreu o erro. E, como nós falamos, esses militares que falharam nessa conferência serão responsabilizados”, disse Gama.
A integridade do local onde estavam as armas foi conferida em 6 de setembro e depois somente em 10 de outubro, quando o furto foi descoberto.
De acordo com Gama, os militares envolvidos no furto serão expulsos da Força, no caso dos temporários, e os de carreira serão encaminhados a um conselho de sanções. Os responsáveis responderão ainda na esfera criminal na Justiça Militar.
Ao todo, foram apreendidas quatro metralhadoras MAG 7.62 e quatro metralhadoras .50. As investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no crime.