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Desde o dia 23, os dois praças foram presos preventivamente. “O processo encontra-se em segredo de Justiça, com investigações ainda em curso, com a possibilidade de envolvimento de novos agentes, tanto civis, quanto militares”, informou a Justiça Militar, em nota.
De acordo com o Exército, a investigação sobre o furto das metralhadoras foi concluída no dia 16. Os militares e civis indiciados foram responsabilizados por furto, peculato, receptação e extravio de armas.
Se forem considerados culpados, os militares poderão receber penas de até 50 anos de prisão e ser expulsos do Exército.
Das 21 metralhadoras furtadas, 19 foram recuperadas e duas ainda são procuradas.

Segundo o Comando Militar do Sudeste, as armas furtadas não têm condições de uso.
Conforme divulgado anteriormente pelo Site Policial Padrão, no apartamento situado no bairro Botafogo, a polícia apreendeu 111 armas, 25 embalagens contendo pólvora, 39 embalagens com espoletas, 15 carregadores de munição.
Equipes especiais da Polícia Militar precisaram ser acionadas e retiraram duas granadas do apartamento para detonação em local adequado. Todos os moradores do prédio precisaram ser retirados do local e 37 pessoas tiveram ferimentos leves.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil investiga o caso por meio de inquérito policial instaurado pelo 1º Departamento de Polícia de Campinas.
O proprietário do imóvel, um coronel reformado identificado como Virgílio Parra Dias de 69 anos, possui, segundo o Exército, registro válido como atirador, caçador e colecionador (CAC), que permite a posse e armazenagem de armas de fogo e munições. A instituição aguarda o laudo pericial para apontar se todas as armas possuíam autorização.
Parra Dias foi internado na madrugada desta terça-feira (27) após ser encontrado em uma praça do Jardim Chapadão, com um ferimento no pescoço. O coronel foi levado ao Hospital Municipal Doutor Mário Gatti e está inconsciente. O estado de saúde é estável.
A Polícia Militar apurou que Virgílio estava na casa de outro coronel do Exército. Segundo o boletim de ocorrência, ele se ausentou e foi encontrado pelo colega, sentado em um banco, com um corte no pescoço provocado por ele mesmo e muito sangue.
Além da PM, o Corpo de Bombeiros também foi acionado. Parra Dias foi atendido e levado ao Pronto-Socorro do Hospital Santa Tereza. Na sequência, precisou ser transferido ao Mário Gatti, onde passa por procedimentos e segue sem previsão de alta.
A Polícia Científica esteve no local e realizou perícia. Um canivete foi apreendido e o caso registrado como não criminal. Além disso, uma viatura do Exército esteve no Mário Gatti para verificar a situação de Virgílio, que é militar da reserva.
Embora não seja considerado suspeito, o coronel era procurado pela Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre a explosão do apartamento e explicar se tinha permissão para ter tantas armas. No entanto, ele não era visto desde o ocorrido.
De acordo com o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, que está acompanhando o caso, os moradores poderão retornar ao prédio assim que a Polícia Militar e o Exército concluam a remoção os escombros.
“Devido à explosão, no meio dos escombros, ainda pode haver munição. Isso requer cautela na remoção dos resíduos. Esse trabalho está sendo feito pela Polícia Militar com apoio do Exército“, explicou Sidnei.
A Semurb vai manter a interdição do primeiro pavimento do prédio. O edifício tem 31 unidades e 74 moradores.
Na noite de sábado, um apartamento no primeiro andar do edificio Fênix, na Rua Hércules Florence, pegou fogo após explosões e deixou 34 pessoas feridas. Segundo a polícia, o local pertence a um coronel reformado do Exército que armazenava pólvora e munições no imóvel.
O Inquérito Policial Militar, prorrogado pela Justiça Militar da União, segue em caráter excepcional e sob sigilo, devido à complexidade do caso e à necessidade de mais investigações. Especialistas destacam que as armas subtraídas possuem alto poder destrutivo, com capacidade inclusive de derrubar aeronaves.
A descoberta do furto ocorreu mais de um mês após o crime, quando as armas foram sentidas em falta. Até o momento, 19 das 21 armas roubadas foram recuperadas, sendo nove no estado de São Paulo e dez no Rio de Janeiro.
Este episódio remete ao ocorrido em 2009, quando nove fuzis foram roubados de um quartel em Caçapava, interior de São Paulo. Todos os fuzis daquele caso foram posteriormente recuperados. As autoridades continuam em diligências para localizar as duas armas restantes e elucidar completamente as circunstâncias deste surpreendente furto.
]]>“O fator responsável por esse episódio foram as pessoas que deixaram de fazer o que deveriam fazer. Isso está muito bem diagnosticado. Essas pessoas foram sancionadas disciplinarmente e podem também estar criminalmente envolvidas. E aí o inquérito criminal militar é que vai chegar a essa conclusão”
disse o general.
Maurício Vieira Gama defendeu o sistema de segurança aplicado pelo Exército na guarda das armas, mas reconheceu que os protocolos poderão ser revistos.
“O processo [de segurança], desde o dia em que houve esse episódio, está sendo revisto, as pessoas estão sendo responsabilizadas, processos aperfeiçoados, mas todo nosso processo, em qualquer quartel, ele é muito eficiente. Tem câmeras, alarmes, toda sistemática para segurança do armamento.”
O general reforçou que o Exército já sabia, desde quando foi constatado o furto das armas, que a ação tinha contado com a participação de militares. “Quando descobrimos que esse armamento foi subtraído, já sabíamos que tinha participação do pessoal do quartel.”
“Não foi uma ação externa, de fora para dentro. Foram pessoas nossas que colaboraram para essa subtração. Agora, os processos dependem de pessoas, por isso, existe a responsabilização daqueles que negligenciaram na execução no processo de controle e fiscalização do armamento”
acrescentou.
Até o momento, não há nenhum militar preso criminalmente.
O Exército e a Polícia Civil do Rio recuperaram, na madrugada desta quarta, mais duas armas que haviam sido furtadas do Arsenal de Guerra de São Paulo. Até agora, foram recuperadas 19 das 21 armas subtraídas do quartel.
Em nota, o Comando Militar do Sudeste disse que “o Exército considera o episódio inaceitável e seguirá realizando todos os esforços necessários para a recuperação de todo o armamento no mais curto prazo e a responsabilização de todos os autores”.
O Exército e a Polícia Militar cumpriram nesta quarta, mandados de busca e apreensão em quatro endereços no Jardim Galvão, no município de Guarulhos, na Grande São Paulo. Foram apreendidos equipamentos eletrônicos, como celulares, para auxiliar na investigação.
Pelo menos 480 militares permaneciam aquartelados como medida administrativa, após a constatação de que 21 metralhadoras haviam sumido. Desse total, 13 são de calibre .50 – capazes de derrubar aeronaves – e oito de calibre 7,62.
A falta do armamento foi notada no dia 10 de outubro durante uma inspeção do arsenal. Imediatamente, segundo o comando, foram tomadas todas as providências administrativas para apurar as circunstâncias do fato e instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM).
A tropa aquartelada está sendo ouvida como parte das investigações, com o objetivo de identificar dados relevantes para a investigação.
Os armamentos são inservíveis e estavam no arsenal, que é uma unidade técnica de manutenção, responsável também por iniciar o processo desfazimento e destruição dos armamentos que tenham sua reparação inviabilizada.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou, por meio de nota, que as polícias Civil e Militar estão se esforçando para auxiliar na localização das armas, além de identificar e prender os autores do furto.
“Por meio do Muralha Paulista [rede de segurança que interliga câmeras e radares], estão sendo analisados registros digitais sobre veículos e pessoas nas vias próximas e de acesso ao local do crime com o objetivo de identificar alguma anormalidade de interesse policial”, informou a secretaria, acrescentando, no entanto, que o caso está sendo investigado pelo Exército.
Levantamento do Instituto Sou da Paz aponta que o sumiço das metralhadoras em Barueri é o maior furto de armas do Exército desde 2009. O maior desvio até então ocorreu em 2009, quando sete fuzis foram roubados de um quartel em Caçapava, no Vale do Paraíba. Posteriormente, os sete fuzis foram encontrados.
O Exército informou que uma “discrepância no controle” apontou o sumiço das armas: 8 de calibre 7,62 e 13 metralhadoras de calibre .50 – uma das mais potentes armas de guerra. Até a última atualização desta reportagem, não havia informação sobre a localização das armas.
Em nota, o Comando Militar do Sudeste confirmou o furto ocorrido no dia 10 de outubro, detectado após uma inspeção do Arsenal de Guerra de São Paulo. Não estavam no quartel de Barueri 13 metralhadoras calibre.50 e oito de calibre 7,62.
De acordo com o Exército, eram “armamentos inservíveis que foram recolhidos para manutenção.” O comunicado diz ainda que “os armamentos estavam no Arsenal, uma unidade técnica de manutenção, responsável também para iniciar o processo de desfazimento e destruição dos armamentos que tenham sua reparação inviabilizada”.
O Exército informou que já “foram tomadas todas as providências administrativas com o objetivo de apurar as circunstâncias do fato, sendo instaurado um Inquérito Policial Militar.” Desde que foi dada a falta das armas, a tropa de 480 homens foi aquartelada com ordem de prontidão. Eles não podem deixar o quartel e os celulares foram apreendidos.
O comando do Sudeste esclarece que os militares não estão presos, apenas alojados e recolhidos para serem ouvidos e que isso é fundamental para a investigação.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo lamentou o furto das armas e afirmou que, até o momento, a Polícia Civil não foi procurada para registro da ocorrência.
O secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, publicou nas redes sociais neste sábado (14):
“Lamento o furto das 13 armas antiaéreas do Arsenal de Guerra do Exército. Nós da segurança de São Paulo não vamos medir esforços para auxiliar nas buscas do armamento e evitar as consequências catastróficas que isso pode gerar a favor do crime e contra segurança da população.”
Metralhadoras calibre .50 são equipamentos de alto interesse de grupos criminosos organizados, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), que é conhecido por “alugar” armas de alto calibre para assaltos a carros-fortes, transportadoras e agências bancárias.
Em 2016, o assassinato do megatraficante Jorge Rafaat Toumani, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, foi realizado com uso desse armamento pesado.
Já o fuzil automático leve (FAL) de calibre 7,62 é adotado pelo Exército como armamento padrão de combate desde a década de 1960.
“O FAL utiliza a munição 7,62x51mm NATO, que concede ao armamento uma alta precisão no engajamento dos alvos e grande letalidade”, descreve um estudo da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Rio.
A análise acrescenta que a partir de 2017 teve início uma substituição gradual do FAL por um armamento de calibre 5,56 mm.
Estado de SP, furto, Exército, 21 armas, quartel, Barueri, 13 armas antiaéreas, Arsenal de Guerra do Exército,
]]>O Serviço Militar, além de capacitar para as Forças Armadas, é instrumento de afirmação da unidade nacional, por meio da formação do cidadão com espírito cívico, valores de solidariedade e justiça, princípios éticos e patriotismo.
O cadastro está disponível e o alistamento pode ser feito on-line, no site www.alistamento.eb.mil.br, ou presencialmente em qualquer Junta de Serviço Militar (JSM).
Os residentes no exterior devem acessar o site do Ministério das Relações Exteriores.
A incorporação de jovens representantes brasileiros, de todas as classes sociais, visa ao provimento de quadros para à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica.
O serviço militar brasileiro se divide em três etapas: o alistamento, a seleção geral e a incorporação ou matrícula, que se sucedem ao longo do ano.
Desde 2003, as fases do processo de recrutamento são comuns à Marinha, ao Exército e à Aeronáutica e estão unificadas no âmbito do Ministério da Defesa.
É por meio do alistamento que as três Forças dão início ao processo de incorporação de novos recrutas, possibilitando ao jovem a oportunidade de servir à Pátria.
Com a formação de recursos humanos qualificados, as Forças Armadas garantem uma reserva para possível mobilização em caso de necessidade. A Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, é o instrumento normativo da atividade.
O Ministério da Defesa destina recursos orçamentários para que os jovens tenham acesso à qualificação social e profissional e possam ingressar no mercado de trabalho após o término do tempo de serviço militar.
O Projeto Soldado Cidadão, em 18 anos, já beneficiou mais de 260 mil jovens.
Os cursos oferecidos são em diversas áreas, como telecomunicações, eletricidade, automobilística, comércio e varejo, alimentação, construção civil, conservação e zeladoria, informática e ensino profissional marítimo.
A seleção ocorre de acordo com as demandas dos mercados de trabalho regionais e a preferência dos jovens que participam do projeto.
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