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violência contra mulher – Policial Padrão https://policial.dmxdesign.com.br O minuto seguinte Tue, 20 Feb 2024 20:12:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://policial.dmxdesign.com.br/wp-content/uploads/2022/12/elementor/thumbs/favicon-policial-padrao-pzvo9ojij1aynmjma6hwq5zhwo02zu5ybto48tbjka.png violência contra mulher – Policial Padrão https://policial.dmxdesign.com.br 32 32 Fórum de Prevenção à Violência contra a Mulher acontece em Analândia https://policial.dmxdesign.com.br/violencia-domestica/20/02/2024/forum-de-prevencao-a-violencia-contra-a-mulher-acontece-em-analandia/ https://policial.dmxdesign.com.br/violencia-domestica/20/02/2024/forum-de-prevencao-a-violencia-contra-a-mulher-acontece-em-analandia/#respond Tue, 20 Feb 2024 20:12:42 +0000 https://policialpadrao.com.br/?p=46741 Na tarde desta quarta-feira (21), a Secretaria Estadual de Políticas para a Mulher de São Paulo realizará o Fórum Itinerante de Prevenção e Combate à Violência, na Paróquia Sant´Ana, localizada na Rua Três, s/n°, no centro de Analândia (SP). O evento, marcado para as 15h, tem como principal objetivo a conscientização sobre a importância do enfrentamento da violência contra a mulher, além de oferecer orientações sobre os principais tipos de violência e as formas eficazes de combatê-la.

O Fórum Itinerante é uma iniciativa da Secretaria Estadual de Políticas para a Mulher, que busca levar informação e promover o debate sobre a violência de gênero em diversas localidades do estado. A escolha de Analândia como sede para este evento reflete o compromisso da Secretaria em alcançar comunidades de diferentes regiões, garantindo que a mensagem de prevenção e combate à violência contra a mulher chegue a um número cada vez maior de pessoas.

Durante o evento, que terá duração prevista de 2 horas e meia, os participantes terão a oportunidade de ouvir especialistas na área de direitos da mulher, segurança pública e saúde mental, que discutirão estratégias de prevenção à violência e oferecerão orientações sobre como as vítimas podem buscar ajuda e apoio. Além disso, serão compartilhadas experiências de sucesso na luta contra a violência de gênero, visando inspirar e mobilizar a comunidade local para a importância desta causa.

A realização do Fórum Itinerante em Analândia é um passo importante na luta contra a violência de gênero, reforçando o compromisso do estado de São Paulo com a proteção e promoção dos direitos das mulheres. A entrada é gratuita, e a Secretaria Estadual de Políticas para a Mulher convida toda a comunidade de Analândia e região a participar deste momento de reflexão e engajamento em prol de uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres.

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Casos de violência doméstica estão subnotificados na pandemia https://policial.dmxdesign.com.br/informativo/07/06/2021/casos-de-violencia-domestica-estao-subnotificados-na-pandemia/ Mon, 07 Jun 2021 17:26:28 +0000 https://policialpadrao.net/uncategorized/07/06/2021/casos-de-violencia-domestica-estao-subnotificados-na-pandemia/ O levantamento é de pesquisadoras da Universidade Federal do ABC.
O aumento do feminicídio e das concessões das medidas protetivas são fortes indicadores de subnotificação dos casos de violência contra as mulheres, além do próprio fenômeno da violência doméstica. Pesquisadoras da Universidade Federal do ABC (UFABC) e integrantes da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas (RBMC) explicam que esses dados mostram a importância dos serviços de proteção à mulher, que foram descontinuados com a pandemia e poderiam interromper o ciclo da violência.

Imagem Ilustrativa. Foto: Marcos Santos/ USP

“Se a mulher não consegue relatar e obter respostas no primeiro ciclo da violência, nos primeiros níveis desse ciclo, a gente sabe que os quadros obviamente se agravam para feminicídio, que é o ponto final desse círculo”, disse a professora Alessandra Teixeira. De acordo com as pesquisadoras, em artigo divulgado pela Agência Bori, houve aumento de 1,9% dos feminicídios e de medidas protetivas em muitas delegacias e a diminuição de 9,9% de registros policiais de casos de violência contra a mulher, em relação a 2019.

Em São Paulo, de janeiro a abril de 2019, foram registrados 55 casos de feminicídio no estado. No mesmo período de 2020, foram 71 registros. Em 2021, foram 53 assassinatos de mulheres em razão do gênero, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Em relação às medidas protetivas, foram mais quase 47 mil em 2019 e mais de 52 mil registros em 2020. Nos primeiros quatro meses de 2021, o total já ultrapassa 21 mil, a tendência, portanto, é de crescimento para este ano.

O aumento do desemprego com a crise econômica, o maior peso para as mulheres na divisão sexual do trabalho, o fechamento das escolas e o acesso a outras vivências são algumas das questões que impactam a dinâmica de vida das mulheres na pandemia e acabam por afastá-las das redes de proteção. “Já era deficitário e a pandemia provoca uma crise, um déficit ainda maior, aliado ao problema econômico. Com isso a gente vai ter, sem dúvida, um exacerbamento desse quadro [de violência]”, aponta Alessandra.

Desarticulação da rede de proteção

Carolina Gabas, também professora da UFABC, ressalta que a medida protetiva é fundamental, mas não garante que se está dando às mulheres a assistência integral necessária. “A medida [protetiva] não é a única oferta que tem que está ali. A mulher tem que ter os cuidados de saúde para a sua integridade física, às vezes precisa ver a situação das crianças, às vezes precisa do acolhimento sigiloso, às vezes precisa monitorar, por exemplo, uma medida que retire do agressor algum tipo de arma que ele porte”, exemplifica.

Ela destaca a necessidade de que as instituições atuem em rede para promover esse atendimento. “A gente diz que é o trabalho em rede, que envolve o sistema de Justiça, vários setores, uma política intersetorial também, no Poder Executivo e é muito importante que isso esteja articulado com os movimentos sociais”, propõe. A pesquisadora destaca que as ações nos territórios devem contar com o apoio do movimento de mulheres e outras organizações que conseguem alcançar essas questões de forma mais efetiva.

Carolina destaca ainda a necessidade de investimentos e a especialização do atendimento. Ela explica que não se trata necessariamente de um equipamento específico, mas de capacitações para que estruturas como os centros de referência em assistência social e mesmo delegacias possam atender essas mulheres sem que se criem novas vitimizações.

“É o investimento para as redes de serviços que já existem e estar muito atenta a esse aumento da violência, especialmente no contexto de pandemia. E, obviamente, o tipo de financiamento também. O financiamento não é só de campanhas, é um financiamento de atendimento, de você prestar esse serviço a essas mulheres”, defende.

Fonte/texto: Agência Brasil

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